NÃO É O FIM, ADEUS LODE BAR

COMO NÃO CONSEGUI O VÍDEO OUÇAM ESSE LOUVOR DA GISELE VAZ NÃO É O FIM: http://palcomp3.com/giselevaz/#!/nao-e-o-fim

O DIA EM QUE MINHA VIDA ACABOU??? (TESTEMUNHO DIÁRIO DE UM DRAMA)

Ler meu testemunho na integra: https://fabianavianna.wordpress.com/meutestemunho

Olá meus amigos, leitores, até mesmo inimigos hoje venho aqui falar algo de mim que raras pessoas na terra conhecem.

Faz parte ainda do meu testemunho, faz parte da minha vida e me marcou profundamente.

26 de agosto de 2005.

Era uma manhã fria de agosto, estava eu e minha vó conversando sobre o que fazer no almoço, o sol timidamente aparecia entre as imensas árvores que rodeavam nossa humilde casinha em meio a galinhas e patos no quintal.

Eu contando piadas como sempre com meu tio avô Adonir, ele era irmão do meu avô e minha vó tonta sem saber o que fazer pra almoçarmos.

Quando então ela disse que estava na hora dela tomar banho, eu estranhei sua atitude.

Ela sempre tomava banhos à tardinha e não na hora do almoço, então ela demorou no banho e eu fui perguntar a ela se estava bem.

Ela então saiu andando nua pelo quintal, por que nosso banheiro era feito de lonas na rua e banho era de bacias.

Corri imediatamente e peguei uma toalha pra cobrir ela.

Eu mesma fiz uma sopinha de galinha tentei dar a ela. Deixei-a quietinha em sua cadeira e fui pro trabalho, mas algo me perturbou aquela tarde todinha.

Algo ruim me sufocava, pedi pra sair mais cedo, nessa época eu trabalhava durante a semana entregando panfletos e nos fins de semana como garçonete em danceterias da minha cidade.

Quando cheguei a casa lá por volta das 5 à tarde, deu pra ver ao descer da ladeira da minha rua que havia muitas pessoas na frente do meu portão.

Entrei correndo em casa e pude ver minha avó sentada roxa na cadeira dela, viva, porém como que em coma e os primos decidindo como levar ela até o carro pra poder levar ela imediatamente pro hospital.

Foram necessário uns 5 homens, ela era gordinha e foi carregada.

Deu-me um aperto no peito, minha mãe então foi pro hospital com ela passar a noite e eu fiquei em casa cuidando do meu avô.

Essa foi à madrugada mais longa da minha vida.

Cada toque no celular era um susto, eu chorava desesperada ainda um pouco envolvida com satanismo nesse período vivendo um fim de namoro com uma garota.

Então me ajoelhei e da minha boca não saia palavras, eu só chorava e recordava.

Maria José Boeira Vianna, nascida numa cidade chamada Bacupari, próxima ao município praiano Osório e de Palmares, criou 3 filhas e um filho que nasceu morto.

Ela foi adotada por um mestre espírita, minha mãe ao me ter jovem demais deixou eu ser criada por minha vó que quando eu chorava de noite cuidava de mim.

Minha vó nunca disse nenhuma palavra rude, que nunca me negou nada, que dizia que eu era a filha caçulinha dela, ela me chamava de nenê, ela amassava batatas com feijão pra eu comer e eu adorava.

Ela fazia chá pra mim, fazia aviãozinho vruuuuum, puxava minha orelha mesmo eu tendo 1,75 de altura e ela media 1,58.

Eu chegava da escola e ela deixava meu lanche sempre pronto, eu comprava pra ela saquinhos do salgadinho pingo de ouro e amendoim.

Uma vez eu coloquei minha rede, ela sentou e arrebentou sorte que tava baixinha e ela não se feriu.

Eu a levava pra ver eu nos torneios de caratê, nas rodas de capoeira, eu botava ela pra fazer caminhadas comigo, tudo com aprovação do médico dela é claro.

Eu recordava tudo isso de joelhos no meu quarto rodeado de fotos satânicas, mas não era a pra satanás que eu tentava pedir algo.

Dia 27 de agosto de 2005

Fui visitar ela no hospital, ela estava no quarto não queriam me deixar chegar perto dela e eu passei correndo.

Ela muito fraquinha me abraçou e me disse: Aninha quem vai fazer teu café?

Ela desfaleceu ali e os médicos a levaram pra CTI, eu fiquei abraçada com o cachecol dela que ela mesma tinha feito em tricô.

Fui pra casa atrasada e uma semana passou com ela internada naquele CTI, todos os dias eu a visitei lá, mas só podiam entrar 1 pessoa de cada vez e no máximo 3 visitas por dia de parentes apenas.

Eu ficava 10 minutos lá com ela fazendo carinho nela e segurando sua mão dizendo: Não morre, por favor, quem vai cuidar de mim?

Dia 2 e setembro de 2005, 12:35

Estávamos eu, minha mãe e minha tia Neusa a mais velha filha da minha vó que veio da cidade vizinha pra visita minha vó, então estava formada a ordem das 3 visitas do dia.

Mas então veio minha prima Vanessa também que morava em outra cidade nessa época, quis haver uma discução boba entre minha mãe, Vanessa e tinha Neusa (essa tia não é a que é convertida ao evangelho é a mais velha e é praticante de umbanda).

Então falei a Vanessa que eu cederia meu lugar pra ela visitar minha vó e fui pro meu trabalho, nesse dia eu ficaria a noite toda, era um sábado.

Fiquei até 5 da manhã, nessa noite meus amigos em solidariedade a mim nem dançaram e nós ficamos ali abatidos, por que todos os meus amigos adoravam minha vó.

Sai do trampo estava chovendo muito tomei o banho de chuva, chego em casa toda molhada então chegam minha mãe, e as duas tias correndo e me deram a notícia bem assim: A MÃE MORREU E ACABOU SUAS REGALIAS PIRRALHA. TU QUEM MATOU A MÃE SUA SAPATÃO.

Eu paralisei por meia hora e elas saíram com as roupas pra vestir minha vó, documentos pra dar entrada na certidão de óbito, eu dura feito uma estátua me joguei no chão olhando pro teto sem me mexer.

Fiquei ali sei lá ouvi uma voz chamando e perguntando onde seria o velório, a casa estava toda aberta e então a pessoa entrou e me viu ali caída.

Era meu ex padrasto, é ele mesmo aquele que tentou me estuprar quando eu tinha 7 anos, era demais pra mim, eu pensei que estava num pesadelo sem final. Só faltava eu acordar no inferno.

Comecei a gritar e a chorar, então ele me disse que o irmão dele estava de carro e que só queriam saber onde era o velório pra ele ir, afinal minha vó foi sogra dele por longos 7 anos.

Eu me falei sei onde é me leva junto, nessa hora venci o ódio e o nojo dele pra ir até lá.

Não troquei a roupa, ainda estava úmida apenas peguei o cachecol da minha vó, coloquei no pescoço e fomos.

Quando cheguei lá que foi a cena mais marcante da família Vianna, por que estavam todos ali reunidos alguns pra chorar a morte dela, outros pra fofocarem e eu chego.

Lembro-me que eles abriram um corredor pra eu passar e meu avô me levou pela mão até o caixão dela, dali não sai mais, chorei desesperada como nunca, fiquei o velório todo do lado dela.

Ouvia murmurações de gente comentando que ela morreu de desgosto por ter uma neta lésbica, que eu era adotada na família, que eu não era bem vinda na família Vianna.

Devido à roupa molhada, meu estado de saúde que não era dos melhores nesse tempo, desmaiei no enterro dela e fui levada pro hospital

Sete dias depois eu sobrevivi a uma grave pneumonia.

Quase dois anos depois eu já freqüentando igreja, mas ainda em cima do muro com relação a Deus e diabo, uma fé meio oscilante, já num novo emprego que me exigia viagens.

Era uma empresa de softwares jurídicos, ao qual eu viajava com os vendedores prestando trabalhos técnicos.

Eu não era mais bem vinda na casa onde fui criada, passei a ser desprezada, apenas meu avô era a razão das minhas idas ao lugar onde nasci.

3 DE ABRIL DE 2006

Mas nunca despedida minha tirei uma linda foto com ele, eu havia ido a Brusque-SC, repentinamente ele deu baixa no hospital.

Eu orava muito dia e noite por ele, no dia 3 de abril telefonei para ele, pois era seu aniversário ele todo feliz com o presentinho que eu mandei para ele.

Falei de Jesus que era o caminho da salvação pedi pro meu avô aceitar Jesus como salvador.

Desliguei o telefone e fiquei com aquele aperto no coração, um pouco mais a tardinha minha mãe havia mandado uma mensagem de texto dizendo que o estado de saúde dele agravou muito.

Passei uma madruga aflita querendo voltar, mas meu trabalho não permitia minha viagem. Então 4 da madrugada a ligação que me deu a notícia do falecimento de meu pai querido.

Juro pra vocês que eu coloquei uma almofada na minha boca pra sufocar meus berros me via então órfã de pai e mãe. Por que pais são aqueles que nos dão amor e nos criam.

3 de setembro de 2005 e 4 de abril de 2006 as datas mais tristes da minha vida.

Mas no dia 4 de abril enquanto ocorria o enterro do meu avô na minha cidade natal São Leopoldo-RS, eu em Brusque-SC, há quilômetros de distancia aceitava Jesus e descia definitivamente do muro e passava para o lado de Deus completamente.

Pois eu tinha a certeza que meu avô morreu aceitando Jesus e alcançando o descanso eterno aos braços do Pai Criador.

Aprendo que nas maiores lutas de nossas vidas, nas maiores diversidades contra nós ainda assim podemos extrair coisas boas, me libertei da minha família e vivi viajando sim, por que eu não poderia mais viver naquele lugar sem meus pais que me criaram, sem o amor deles.

Eu não conseguiria conviver com a inveja, com o preconceito deles e achei aos braços de Jesus meu descanso, posso ter errado, ter tropeçado, mas me orgulho de ter tentado.

Pior é chorar a perda de algo que nunca teve e nunca lutou para ter, eu errei sim e aprendi com meus erros, aprendi a me tornar adulta, independente, forte por que tenho quem me fortalece, choro sozinha quase todas as noites, me recordo dos meus velhinhos com carinho e amor.

Pra quem me chama de monstro, de fria e insensível, rude ou dura saiba que a vida não foi fácil para mim, mas fui capaz de amar e receber amor dos meus pais.

Fui criada em um lar humilde, pobre em meio a galinhas, patos e colhendo milho pra comer cozido, cavando buracos pra construir os banheiros que por nós eram chamados de patente ou latrina.

No verão esquentávamos água no sol para tomar banho de bacia, no inverno cortávamos lenha no mato pra fazer fogo em fogões de campanha pra ferver água pro banho.

Hoje estou formada, empregada tenho o que o dinheiro pode me dar, mas não tenho meus velhinhos, eu trocaria tudo isso pra ter eles comigo.

Aprendam que ninguém pode ser completo aqui na terra vida plena e completa é só co Deus, vida plena se tivermos não precisaríamos ter que clamar a Deus e seriamos auto suficientes.

Ainda que tenhamos tudo, sempre faltará alguma coisa para que venhamos assim podermos clamar a Deus.

Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes. Jeremias 33:3

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Salmos 23:1

Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. 2 Timóteo 1:12

Aprendi nas horas ruins a quem devo recorrer a quem devo clamar, posso ter defeitos e falhas como todos nós temos, mas minha fé, meu amor a Deus, minha comunhão com Ele e a voz Dele eu nunca deixarei de ouvir.

Minha vida não acabou e sim deu inicio a mais um capítulo dela assim como foi com Daniel quando falaram é o fim na caverna, assim quando falaram é o fim para Jesus na cruz, assim como falaram é o fim Elias, é o fim viúva de Naim, é fim para Lázaro.

Mas o meu Deus diz nesse momento a você que leu: É O INICIO DE UMA NOVA HISTÓRIAAAAAAAAA…

ISSO É PROFÉTICO, LODE BAR NUNCA MAIS…

AMÉM…

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