BATISMO COM ESPIRITO SANTO


PAULO AFIRMOU: Mesmo que o crente fale em “línguas”, se não tiver amor, de nada valerá. (I Cor. 13:1).
JESUS DISSE: “Se Me amardes guardareis os Meus mandamentos.” (João 14:15).
A BÍBLIA DIZ: “Seus mandamentos não são pesados” (I João 5:3).

Então é fácil distinguir a procedência da língua estranha.
Use a regra: Amor & Obediência.

Paulo ordenou:
• Tirar a gritaria dos cultos (Efé. 4:31).
• Que haja reverência (Heb. 12:28).
• Que haja decência e ordem (I Cor. 14:40).
POR ISSO, DEDUZ-SE QUE:
O Espírito Santo jamais poderá estar em uma casa de culto onde haja:
grito – barulho – desordem – irreverência – batida de pé no chão – socos na mesa, no púlpito, etc.
• Deus não ouve gritaria – Eze. 8:18; Lam. 3:8.
• Gritaria entristece o Espírito Santo – Efé. 4:30 e 31.
• Ana orou apenas mexendo os lábios e Deus a ouviu. – I Sam. 1:12 -13.

ESPÍRITO SANTO — E OS DONS NECESSÁRIOS
Paulo instou a que os cristãos buscassem “com zelo” os dons espirituais. Paulo sabia desta necessidade, porém, não desconhecia o fato de que, nesta busca, se feita desastradamente, fora do plano do Céu, poderia haver grande confusão e perversão que redundaria em malefício para o cristão e a igreja. Creio sinceramente nos dons espirituais. Acho-os fundamentais e necessários hoje. Mas, como pesquisador do santo Livro, receio que algumas pessoas estejam sendo enganadas pelas artimanhas do malígno.
Os dons espirituais que são necessários à igreja, parece que foram concentrados em dois apenas, o de curar e o de línguas. Pelo menos, tanto quanto se sabe, são os mais buscados e desejados. Afirmo outra vez: há necessidade de vigilância, pois que, para toda grande verdade de Deus, Satanás tem criado uma grande mentira paralela. Satanás é grande conhecedor da Bíblia, e dela está-se valendo para introduzir suas próprias idéias, e assim alcançar, imperceptivelmente, seus reais objetivos, cauterizando mentes no engano.
Até mesmo em sua disposição simples e sincera, um cristão que busca e se esforça por obter um dom espiritual, pode ser envolvido por este ser que deseja a todos enganar.

DOM DE CURAR
A preocupação de Paulo, que se denota nos capítulos 12, 13 e 14 de I Coríntios, leva-me a crer que, certamente, ele antevia a obra sinistra que envolveria Satanás na criação de dons semelhantes aos de Deus, para confundir os crentes. E o que se vê hoje é a comprovação não só nos meios evangélicos, mas pela própria ciência, que existem manifestações prodigiosas, cuja origem não é divina. E, no entanto, são reais, patentes e inegáveis. Quem poderá negar o fato comprovado de um doente curar-se, um cego enxergar, um deficiente físico recuperar seus movimentos? Isso é notório em várias corporações cristãs e Centros Espíritas, e creditado ao poder de Deus, fato que deve ser considerado com cuidado!
Alguém pode questionar, alegando que a fonte não é importante desde que a pessoa se beneficie de algum bem, haja vista estar o povo mergulhado em uma grande onda de dificuldades, doenças, carência de toda sorte. Em meio a tanta infelicidade, está, assim, à busca de qualquer escape, venha de onde vier. Disso se valem os “milagreiros” que, via de regra, omitem aos carenciados, que a salvação em Cristo Jesus é mais importante, tem mais valor, e é o que o povo precisa buscar ardentemente, pois ela lhe trará paz, no presente, e a eternidade no futuro (Mat. 18:8 e 9).
Paulo afirmou ter Satanás controle sobre os elementos da natureza (Efé. 2:2; Jó 1:10-12,19). Pode executar grandes prodígios em operações milagrosas (II Tes. 2:9; Apoc. 16:14), também transformar-se em anjo de luz (II Cor. 11:13-15); e fazer fogo cair do Céu à vista dos homens (Apoc. 13:13; Jó 1:16, 10-12). Jesus diz ser Satanás o príncipe deste mundo (João 12:31; 14:30); com capacidade de imitar milagres e dons através do hipnotismo (Êxo. 7:10-12, 20-22; 8:5-7, 17-19). Finalmente, Satanás imitará a vinda de Cristo (Mat. 24:24-26), tal é a sua força para o engano.
Por isso, quando o carismatismo impera, e os operadores de milagres apontam para tais eventos como prova de fé, abra os olhos, porque o diabo vai aproveitar esta brecha, mandando sua contrafação, iludindo assim o crente.
Ele é um inimigo sutil e fraudulento, e seus ardís, os mais variados. Há ocasiões em que demonstra mesmo pesar pela desgraça humana (da qual é único causador), manifestando seu poder em minorar os sofrimentos (curando um doente, fazendo coxo andar, cego enxergar, etc. Estas curas também ocorrem quando são provenientes de desordens neurológicas), mas, na realidade, seu objetivo é um só: destruir a fé no Todo-Poderoso, infiltrando a contrafação, para que se creia na mentira em lugar da verdade. E ambas tão juntas convivem que, somente por um acurado estudo do Livro santo, se pode distingui-las (Isaías 8:20).

DOM DE LÍNGUAS

Com relação ao dom de línguas, há flagrante desvirtuação na atualidade, pois milhares são os que crêem que só se recebe o Espírito Santo se falar “língua estranha”. E há mesmo quem afirme que, quem não fala “língua estranha” é um cristão incompleto, não restaurado, cristão de segunda classe, etc.
O escritor pentecostal Grant é categórico:
“…receber o batismo sem falar línguas estranhas é impossível… a língua Celestial será a senha para a entrada no Céu.” – O Batismo no Espírito Santo, Grant, págs. 97, 99, 123, 81. (Citado por Elemer Hasse).
E afirma ainda que os pentecostais chegarão ao Céu de avião, e os demais crentes que ignoram o batismo com o Espírito Santo, serão salvos, porém, chegarão de trem (pág. 84). E que, não falando “língua”, é cristão carnal (pág. 54). Idem.
Meu querido irmão, que diz a Bíblia? A doutrina de que o cristão que não fala em “línguas” não foi batizado com o Espírito Santo, não tem fundamento nela, porque, estas pessoas receberam o Espírito Santo e não falaram línguas:

Os samaritanos Atos 8: 15-17
João, o Batista Lucas 1: 15
Maria, a virgem virtuosa Lucas 1: 35
Isabel, prima da virgem Maria Lucas 1: 41
Zacarias, o pai de João Batista Lucas 1: 67
Jesus Cristo, o Senhor e Salvador Lucas 3: 22
Os sete diáconos da Igreja Apostólica Atos 6: 1-7
Estêvão, o primeiro mártir Atos 6: 5; 7: 55

Finalmente, Paulo, o apóstolo zeloso dos dons espirituais, nunca falou as línguas que são usadas no neo-pentecostalismo atual, como sendo a aferição de o crente ter recebido o Espírito Santo (Atos 9: 1-9, 17-18). Paulo e Barnabé receberam a imposição de mãos, foram separados para o ministério e batizados com o Espírito Santo, e não falaram línguas (Atos 13: 2-3).

LÍNGUA “ESTRANHA” OU IDIOMAS?
Na expressão “línguas estranhas” em I Coríntios 14: 2, 4-6, pode-se notar que a palavra “estranha” está grifada, isto é, escrita de forma diferente para informar que o tradutor não a encontrou no original; ali foi colocada para dar sentido amplo. Porém, no mesmo capítulo, verso 19, está explícito: “língua desconhecida”, e, esta sim, está correta, no original.
Para melhor esclarecimento, leia-se em I Coríntios 12: 10, 28 onde Paulo declina a expressão “variedade de línguas”, que sobejamente define tratar-se de outros idiomas, e não um tipo de sons desconexos e extáticos que muitos pretendem hoje, como sendo o dom de línguas.
Sons e enunciações ininteligíveis sempre foram características do paganismo, e hoje são comuns nas reuniões espíritas, no candomblé e centros umbandistas. Ali são faladas também diversas línguas estranhas. E agora, surpreendentemente é um fato real também na Igreja Católica.
Os termos “língua desconhecida e variedade de línguas” são mais condizentes do que “línguas estranhas”, porque, na realidade, a manifestação do dom caído sobre os discípulos no Pentecostes foi a grande verdade de que eles falaram línguas desconhecidas, sim, para eles, mas línguas existentes; eram idiomas estrangeiros. Sobretudo, aquela era uma reunião especial. O dom era necessário, supremamente necessário. Sabe por quê? Ouça – Jesus comissionou os discípulos:
Mateus 28: 19
“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em Nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.”
E a quem Jesus deu esta ordem? A pessoas indoutas, pescadores e camponeses, que falavam apenas o aramaico, limitado, simples. E no entanto a ordem de âmbito mundial ecoava: IDE! Sabe, meu irmão, Deus nunca pediu ou pedirá nada ao homem sem lhe conceder os meios e condições de cumprir Sua ordem.
Encontravam-se, pois, os discípulos reunidos em Jerusalém, diante de uma multidão “de todas as nações que estão debaixo do Céu… partos e medos, elamitas; e os que habitavam na Mesopotâmia; Judéia, Capadócia, Ponto, Ásia, Frígia, Panfília, Egito, Líbia, Cirene; romanos, cretenses e árabes.” Atos 2: 5, 9-11.
O cenário está pronto, e, diante do “mundo”, os discípulos. O que fazer cercado desses representantes de todas as nações da Terra? Como aproveitar a magna oportunidade? Observe a narração de Lucas:
Atos 2: 4
“E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar NOUTRAS LÍNGUAS conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”
Graças a Deus, foi resolvido o problema; os discípulos falaram OUTRAS LÍNGUAS, não línguas estranhas. Falaram a língua dos cretenses, árabes, romanos, egípcios, líbios, enfim, os idiomas daqueles que foram a Jerusalém, procedentes de todas as nações da Terra. Se lá estivessem brasileiros, certamente o Espírito Santo concederia o dom de se falar o português.
A preocupação de Lucas ao fazer lista tão extensa dos países (16) presentes em Jerusalém, deixa antever claramente tratar-se de idiomas existentes, isto é, línguas estrangeiras.
Quero que você entenda, meu irmão, que o termo “língua estranha” é estranho aos propósitos de Deus, porque, na verdade, os discípulos falaram línguas que não eram estranhas (esquisitas); eram línguas desconhecidas para eles, porém, existiam, e passaram, pelo poder de Deus, agora, a falá-las fluentemente. Reafirmo-lhe: Eram as línguas dos estrangeiros que afluíam para Jerusalém a fim de participar da festa de Pentecostes, e estes mesmos se maravilharam de que aqueles discípulos, embora indoutos, falassem em suas próprias línguas, das grandezas de Deus (Atos 2: 11). Que grande bênção Deus conferiu aos discípulos, capacitando-os a cumprir o IDE.
Quando aqueles forasteiros voltaram para suas nações, cada um levou, maravilhado, a mensagem do Jesus que salva e liberta do pecado; e então foram mensageiros aos seus conterrâneos, dando testemunho vivo a favor do evangelho de Cristo. Aleluia! Glória a Deus!

EXEMPLO DE LÍNGUA ESTRANHA

“Reid Simonns (nome alterado) parou um momento em seu sermão, para dar tempo a que o intérprete traduzisse suas últimas frases. A multidão de japoneses, reunida naquela esquina de Tóquio para ouvir o que o soldado americano tinha a dizer, subitamente deu demonstração de espanto. Todos mantinham seus olhos fixos no jovem ocidental, sem voltarem ao intérprete. Reid repetiu a sentença e esperou novamente pela tradução. Foi quando alguém declarou: ‘O senhor não precisa de tradutor. Está falando japonês!’” – Atalaia, 3/76, pág. 4.

Sim, irmão, era o que realmente acontecia. Ali estava um jovem que, embora tivesse grande paixão pelos pecadores, ao ponto de deixar sua pátria e atravessar os mares em busca dos pagãos, nunca falou japonês em sua vida, mas pregava agora nesta língua, apelando aos nipônicos para aceitarem a Cristo como Salvador. Nessa reunião, seis preciosas almas aceitaram a Cristo.
Ó, amados, eis aqui o verdadeiro dom de línguas. Este sim, é o dom de Deus; o dom derramado no Pentecostes. Saiba, irmão, hoje, se esgotados todos os meios que temos para falar outras línguas, se fechadas todas as Sociedades Bíblicas ao redor do mundo, impossibilitando-as de traduzir para a língua materna; se fechadas todas as Universidades, Colégios e Escolas, onde se preparam missionários para aprender línguas estrangeiras, Deus voltará a repetir o Pentecostes, e a última alma será advertida do breve regresso do Senhor Jesus, a quem sejam dadas agora e para todo sempre, honras e glórias.

CURA OU SALVAÇÃO
Os dons do Espírito Santo são reais. Pertencem a igreja de Deus. São para nós e estão ao nosso alcance. Entrementes, temos que nos conscientizar que há condições impostas por Deus para serem concedidos.
O dom de línguas acabaria (I Cor. 13: 8). Outros seriam mais necessários em determinada ocasião da história da igreja de Cristo. Outro concluiria a Obra do Senhor, como é o caso da “Chuva Serôdia”, etc.
Efetivamente, Deus quer agraciar Seus filhos com tais bênçãos, porque Ele é o mesmo e o Seu poder não mudou. Se for útil no momento, Deus dará (I Cor. 12: 7).
Infelizmente, o que vemos hoje é muito exibicionismo. Homens e mulheres “usando” o Espírito Santo ao invés de, por Ele, serem usados. Não há como negar que, uma verdadeira desvirtuação dos dons solapa a Igreja Evangélica. Uma “roda-viva” que está levando de roldão muitas pessoas sinceras e tementes a Deus. É preciso ter cautela, e nos adequar ao que o bom senso exige.
EXEMPLO: Para alcançar o mundo com o IDE, Deus capacitou Seus discípulos com o dom de línguas (Atos 2: 1-13). Por quê? Seria impossível cumpri-lo naquela época, sem escolas preparatórias, universidades, academias de letras e bons professores. Como aprender 16 línguas sem tais recursos? E, leve-se em conta, os discípulos eram homens que, em média, tinham quarenta anos de idade, de pequena cultura e rudes (Atos 4: 13).
Hoje, porém, o panorama é outro. Na área da educação, o mundo evoluiu incomparavelmente com o tempo dos apóstolos. Uma criança de dez anos hoje pode começar a estudar qualquer língua e estará capacitada nela antes dos vinte.
OUTRO EXEMPLO: O Espírito Santo transportou Filipe por centenas de quilômetros como num “passe de mágica” (Atos 8: 39-40). Hoje existem aviões que voam a uma velocidade quase incrível. Se Filipe naquela ocasião gastasse vinte horas para o percurso que teria de fazer, hoje levaria não mais que uma hora, se tanto, em aviões especiais. Por isso, distâncias não são, também, barreiras hoje.
O dom de cura à época de Jesus era não só necessário, mas vital. A promiscuidade de vida (falta de higiene, de rede de esgotos e de água potável) facilitava a doença. Não havia hospitais, médicos, remédios suficientes, nem recursos para tal. Operações eram feitas sem anestesia. Pessoas ficavam doentes 10, 20, 40 anos e morreriam fatalmente, não fosse o dom de cura (João 5: 4-5; Mat. 9: 20). Hoje, tudo mudou. A ciência médica evoluiu a tal ponto que até fígado se transplanta com sucesso. Além do que, prolongou-se, comprovadamente, a vida humana, graças ao avanço médico.
Que dizer da Rede Hospitalar? Equipamentos computadorizados e a raio-laser a serviço da medicina. Processos avançadíssimos para exames de saúde. Liga-se alguns fios a um corpo e, na TV aparece seu coração batendo com tanta nitidez que, a primeira reação é louvar a Deus por ter o homem chegado a tal ponto da tecnologia médica. Trocar um coração doente por outro bom, hoje, é tarefa sem mistérios.
Médicos bem preparados e capazes, remédios eficazes para qualquer tratamento de saúde. Sim, as condições hoje são opostas àquela; além disso, um hospital evangélico pode realizar grande trabalho para Deus, porque, além de promover a saúde do paciente, pode orientá-lo a evitar as doenças, através de uma vida regrada e salutar, orientada por princípios salutares, descritos na Bíblia.
Bem, dirá você, e o poder de Deus? – É o mesmo, irmão! Porém Deus age quando “tiramos a pedra” (João 11: 39), salvo em casos especiais que Lhe aprouver. Inquestionavelmente, a nossa parte temos que fazer, porque Deus só fará o que não podemos. Nossa impossibilidade torna-se a possibilidade dEle. (Fui a uma igreja carismática no centro de Niterói, e, ao meu lado assentou-se uma senhora com uma ferida enorme, cheia de pus, na perna. Dava dó! O pastor iria orar pela perna dela. Mas, a única coisa que ela precisava imediatamente, era ser levada ao hospital).
IMAGINE: Uma reunião de cura. O pregador quer “curar” a todos. Todavia, o certo seria, primeiro, certificar-se de que muitas enfermidades provém da aberta transgressão da Lei da Saúde (João 5: 7-14). As pessoas têm que ser ensinadas a não transgredi-la para gozar boa saúde. Se uma pessoa sai curada desta reunião e volta a ter hábitos incorretos de saúde, arruina-la-á com certeza, e novamente Deus terá que curá-la? Deus não efetuará um milagre para curar alguém que não cuida de sua saúde, não acha?
A saúde não é produto do acaso, nem surge por um “passe de mágica”, e sim, manifesta-se pelo respeito às leis da vida. Deus quer que Seus filhos tenham boa saúde… por isso, criou leis preservativas da saúde, que, ao serem violadas, trazem enfermidades. O apóstolo Paulo é claro:
Gálatas 6: 7
“Aquilo que o homem semear, isto também ceifará.”
Esta é a lei da causa e efeito e o homem lhe está subordinado. Os dirigentes pois, tem a obrigação de instruir os membros da igreja a cultivarem uma completa Reforma de Saúde, que, sobretudo, é uma orientação divina.
Creio absolutamente no poder de Deus. Em nosso culto do poder aos Sábados e domingos às 6:00 h da manhã, na amada Igreja do Barreto, temos tido evidências do poder curativo de Deus. Entre outros, cito o caso do menino Rodrigo, neto da irmã Maria Madalena que, desenganado pela medicina, recuperou a saúde plenamente, deixando médicos e enfermeiros estupefatos, e a todos nós alegres pela confiança que havíamos depositado em que Deus operaria segundo Seu beneplácito.
A cura, como milagre, ocorre em momento crítico, específico e circunstancial. Não pode ser um comércio vaidoso, nem modismo, ou pressão psicológica. Deve traduzir o profundo amor e misericórdia pelo sofredor. Isto ocorreu-me:
O Nelson morava em nossa casa (Rua Expedicionário, 28 – Barreira do Vasco/RJ). Certa vez caiu de uma escada e ficou com órgãos internos lesionados, que lhe causavam terríveis dores.
Procurou diversos médicos, hospitais e clínicas na esperança de ficar curado, porém, sem resultado. Era penoso vê-lo passar noites em claro, chorando de dor.
Um dia, movido de enorme compaixão daquele jovem, fui para a nossa sala e clamei em voz alta: Quem crê no poder de Deus venha cá. Vamos orar pelo Nelson agora.
Minha mãe, Galiana Gonzalez, meus irmãos Afonso e Sérgio Gonzalez, e o Jorge Laureano (outro jovem que morava conosco), se aproximaram.
Fomos então até o quarto do Nelson que se contorcia em dores. Ajoelhamos e orei por ele, reclamando a bênção de Deus. Instantaneamente a dor desapareceu. Está curado até hoje, mais de 30 anos. Glória a Deus! Aleluia!
A cura milagrosa também ocorre como resposta às orações fervorosas, eficazes, amorosas, misericordiosas. Veja só:
Recebo milhares de cartas e telefonemas maravilhosos do Brasil inteiro. Um dia telefonou-me o irmão Militino. Não o conhecia. Disse ele que desejava doar um livro ASSIM DIZ O SENHOR a cada padre, bispo e freira de Pernambuco. Comprou-me centenas de exemplares. Ia pessoalmente à casa destas pessoas, carregando nas costas pesada bolsa de livros. Como era muito peso, por se tratar de um homem idoso, convencionamos que eu enviaria o livro direto de nossa Editora via Reembolso Postal pago, até a residência de cada um.
O irmão Militino foi até a Sede Episcopal da Igreja Católica, conseguiu um manual contendo todos os endereços que precisava. Confeccionou um folheto, onde, com palavras amorosas e decisivas, convidava a pessoa a descobrir e amar a Verdade.
Daqui de nossa Editora ADOS saíram centenas de exemplares do Assim Diz O Senhor e Verdade Presente, contendo dentro deles o panfleto do irmão Militino. Além de Pernambuco, outros estados do Norte e Nordeste foram alcançados com este lindo trabalho, deste santo missionário.
Para minha alegria e gratificante surpresa, um dia o irmão Militino telefona-me marcando um encontro na Igreja Adventista de Botafogo/RJ, pois passaria uma temporada com seus parentes no Rio de Janeiro. Fui correndo conhecê-lo. Oitenta anos. Lúcido, objetivo, desenvolto. Visitou algumas vezes nossa Editora, vindo de Copacabana. E ele disse-me: “Irmão Lourenço, eu ando devagarinho porque possuo um câncer de próstata.” Pediu-me que todos orássemos por ele.
Este amado irmão, transferiu-se para uma Clínica Adventista de tratamento natural em São Paulo, onde moraria, cuidando da saúde. Adquiriu-me mais três pacotes de literaturas pois está no seu sangue o ministério da página impressa. Nem a idade, ou o câncer o impossibilitam de andar distribuindo livros a mão cheia.
No dia 2/1/1996, o irmão Militino telefonou desejando-me um ano de vitórias e entre as boas notícias, disse-me: “Irmão Lourenço, o meu câncer desapareceu. Os médicos não compreendem o que aconteceu. Eu quero agradecer as orações de todos vocês que oraram por mim.” Glória a Deus. Aleluia!
Dia 28/4/1996, 22:00h o telefone soou e uma voz possante disse: “Lourenço Gonzalez?” Emocionado respondi: Meu amado Clóvis, por que você sumiu?
Não nos víamos desde quando o programa radiofônico da ARJ – “AVANTE MOCIDADE”, foi retirado do ar, há dez anos. Clóvis disse: “Estou muito triste. Uma dor enorme rasga meu coração. Meu filho Rubinho, um rapaz de 28 anos, a esperança que continuasse minha carreira com sua voz metálica… O médico abraçou-me na sexta-feira e disse: ‘Sr. Clóvis, o que era possível fazer através da medicina, fizemos. Não posso garantir-lhe ver seu filho no meu próximo plantão.’”
Clóvis continuou: “Suportei sexta e ontem, mas agora, estou precisando ouvir um amigo. Creio que você é este amigo. Depois de rebuscar na memória lembrei-me do seu telefone. Venha aqui orar por ele amanhã.” Eu lhe falei: Clóvis, vou orar agora e de madrugada, e amanhã estarei aí.
Dia 29/4/1996 – 15:00h, coloquei azeite num vidrinho, fui ao meu lugar de encontro íntimo com o Céu e apresentei-o a Deus em oração. Cheguei ao hospital às 18:00h. Ao ver o Rubinho compreendi o diagnóstico do médico. O vírus HIV já havia feito sua ruína total no esôfago e estômago.
Naquele momento, invadiu-me profundo sentimento de compaixão por aquele jovem. Falei-lhe palavras motivadoras da fé. Levei-o a crer no milagre. Li parte do Salmo 64 e depois Tiago 5:14-15. Assegurei-lhe com firmeza: Rubinho, estou aqui para reclamar esta promessa. Creia e confie.
Dei o vidrinho de azeite à sua mãe e disse: Irmã Felizarda, quando eu estiver orando, o Espírito Santo vai lhe dizer para ungir seu filho. Então coloque um pouco de azeite sobre a testa dele e afague-a com sua mão. Depois coloque um pouco de azeite sobre o seu estômago e alise-o todo, com carinho. Ajoelhamo-nos com fé e emoção. Após a oração, levantamo-nos e fomos, os três, até o elevador. Fui levar a irmã Felizarda em casa e Clóvis voltou ao quarto do filho.
Ao entrar no quarto, Clóvis viu o Rubinho assentado na cama e os tubos jogados ao chão. Então falou: “Meu filho, o que houve?” “– Não sei, a borracha do nariz que estava ligada ao estômago, pulou…”, respondeu Rubinho.
Rubinho teve alta, e no dia 14/5/1996 eu e minha esposa fomos visitá-lo em casa. Rubinho, com os cabelos penteados, disposto, alegre e feliz, entre tantas coisas bonitas, disse: “Eu estava a seis meses sem mastigar nada. Após a unção, minhas úlceras cicatrizaram-se imediatamente, então desci e fui comer um sanduiche lá no trayler.”
Depois, a irmã Felizarda falou: “Naquela noite que o Clóvis lhe telefonou, eu fui dormir muito triste, porque, o médico disse que estava tudo aberto dentro do Rubinho, sem mais nenhuma esperança de cicatrização. Mas, na noite seguinte à unção, o médico que dissera estar tudo aberto disse: ‘Não compreendo, está tudo fechado.’”
A medula não fabricava mais glóbulos brancos (leucócitos), que são a defesa do organismo. Disse o Rubinho: “Antes da unção os exames davam conta que eu tinha apenas 500 leucócitos. Ninguém pode viver com isso. Por isso me desenganaram. Porém, após a unção, inexplicavelmente, ela subiu para 2500, e, após os exames, continuou subindo.
No dia 25/5/1996, voltamos a visitá-lo e sua mãe disse: “O Rubinho comeu ovos, manteiga, legumes e seu estômago não rejeitou. Ele está curado completamente.”
No dia 29/5/1996, o Rubinho faleceu de parada cardio-respiratória. No sepultamento, falei a uma multidão que, morrer não é problema, porque ricos e pobres, grandes e pequenos, um dia morrerão. Ali estava pois, para celebrar a vida e comprovar que há sempre um propósito no milagre e o tempo para Deus não é o mesmo que o nosso. Deus sempre sabe o que faz!
O rei Ezequias viveu quinze anos após o milagre. Pedro foi salvo da prisão, passando na frente de 16 guardas romanos armados, sem que o vissem, todavia, morreu assassinado numa cruz de cabeça para baixo.
Paulo Rubem teve trinta dias de vida, certinhos. Para quê? Por quê? Não é hora de perguntas e sim de reflexão. De tirar as lições necessárias e estar convictos que trinta dias é tempo suficiente para que a juventude saiba de uma vez por todas que o mundo só oferece dor e sofrimento, que longe de Jesus não existe nenhuma segurança, nenhum prazer e nada de felicidade.
Trinta dias também é tempo suficiente para que os que estão dentro do aprisco revejam sua situação espiritual e os que estão fora voltem correndo. Glória a Deus. Aleluia!
O Rubinho morreu convertido e salvo. Ao voltar do hospital, voltou também para Cristo. Nestes trinta dias, repetidas vezes, demonstrou, de forma clara, sua religação com o Céu, dizendo à irmã Felizarda: “Mamãe, nosso estilo de vida agora é outro.”

Hoje, o dom de curar está personificado na medicina. Porém, nunca descri no grande poder de Deus para curas imediatas, se for de Sua vontade e para Sua glória. Tenho também ouvido de muitos irmãos nossos, verdadeiros milagres.
É nestes parâmetros que temos de agir, e com a máxima prudência, primeiro para que ninguém pense que o poder é seu próprio e não de Deus; e, segundo, Lúcifer contrafaz tudo que promana de Deus, e uma cura pode representar o preço de uma alma que custou o sangue de Jesus. Isto é, o diabo pode curar alguém, e retê-lo para a perdição.
– Duvida?
– Então, explique as “curas” fantásticas operadas pelos Et’s, ocorridas no espiritismo, por exemplo. (Leia o capítulo: PROFECIAS DO DR. FRITZ, pág. 267).
Por isso, o que temos que dar ao povo é a certeza da salvação em Cristo Jesus, ensinando-lhes os princípios de saúde apresentados na Bíblia, doutrinando-os para desenvolverem uma firme fé e confiança no Pai Celestial, e não nos milagres ou nos milagreiros.

É A VONTADE DE DEUS OU DO HOMEM?
Jesus ensinou claramente: “Tua vontade, Senhor, seja feita” (Mat. 6:10). Se observarmos bem, os operadores de milagres e curas modernos não estão exaltando a pessoa de Cristo, conquanto pronunciarem este sagrado Nome constantemente. Fortuitamente se estão promovendo como se Deus fosse uma agência de publicidade. Sim, eles não dizem que as enfermidades são resultantes da transgressão das leis divinas, mas vão dando ordens de cura, e Deus, segundo eles, terá que atendê-los. Com clareza se observa, em muitos centros de curas, que não é a vontade de Deus que há de prevalecer, mas a deles.

“MINHA GRAÇA TE BASTA”

Paulo foi agraciado pelo Céu com uma revelação de Jesus. Viu-O em glória (I Cor. 9:1). Recebeu o poder do Espírito Santo e a incubência de evangelizar os gentios (Atos13:46 e 47). Porém, estava com a saúde debilitada. Um espinho na carne (doença nos olhos II-Cor. 12:7; Gál. 4:15; 6:11) lhe prejudicava o trabalho. Três vezes orou pedindo cura. Deus respondeu: “A Minha graça te basta” (II Cor. 12:7-9).
Será que não há aqui uma lição prática, objetiva e oportuna para os pregadores de cura? Eis que indiscriminadamente o fazedor de curas quer que Deus cure a todos. O interesse do milagreiro é a cura, mas o desejo de Deus é a salvação do ser humano, porque, na primeira ressurreição, os salvos que morreram doentes ou sãos receberão corpos glorificados, perfeitos e com saúde total.
É um acinte exigir que Deus cure um enfermo de bronquite ou câncer pulmonar causados pelo cigarro sem que ele deixe o hábito de fumar. É uma irreverente pretensão e enorme presunção não instruir o enfermo a confessar seus pecados a Deus e a suplicar-Lhe perdão e poder para abandoná-los.
Tais operadores de cura deveriam saber que, muitas enfermidades são “mensageiras” de Deus. Isto é, tem propósitos misericordiosos e disciplinares. Precisam saber que, muitos que anseiam cura, não a obterão, porque os planos de Deus são insondáveis, razão porque afirmou:
Apocalipse 14:13
“Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor, sim diz o Espírito Santo, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras o sigam.”
FINALIZANDO: Disse Paulo: “Sede meus imitadores” (I Cor. 4:16).
Disse Pedro: “Olha para nós” (Atos 3:4).
Suportará esta prova o testemunho pessoal de tais operadores de curas e milagres? Por experiência própria, pela vivência com muitos deles: Não!
O tremendo abuso de milagres e curas hoje, chegando mesmo a uma ignóbil exploração da boa fé de pessoas humildes e sinceras é uma prova eloqüente do cumprimento de um dos sinais do fim (Mat. 24:24).

“Se ouvirdes atento a voz do Senhor teu Deus, e obrares o que é reto diante de Seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos Seus MANDAMENTOS, e guardares todos os Seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que puz sobre o Egito; porque Eu Sou o Senhor que te sara.” – Êxodo 15:26.

TENHO OU NÃO O ESPÍRITO SANTO?
Há uma desconfortável doutrina corrente nos anais evangélicos pentecostalistas de que os crentes que não falam línguas “são templos desertos, apesar de terem dez ou quinze anos de convertidos e de fidelidade ao Senhor, levando-os deste modo a chorarem e lamentarem sua orfandade e abandono.” – Luz Sobre Fenômeno Pentecostal, Elemer Hasse, pág. 24.
São pois, assim, ensinados os crentes a buscarem, com sofreguidão e, tenazmente, o “sinal” do batismo – (línguas). Se as emoções desenfreadas e as algaravias (línguas) que são a confirmação de sua fé não ocorrerem, ficam em dúvidas quanto à sua experiência com Cristo, mostrando assim que não têm certeza da sua salvação; mas, se ocorrem as “línguas”, tudo está resolvido, pensam!
Precioso irmão, se somos filhos de Deus (Rom. 8:16), cristãos legítimos, tenhamos a doce convicção a nos inflamar a alma de que temos o Espírito Santo. Sim, todos os filhos do Pai Celeste estão selados com Ele. Senão, “pensa na sua experiência com Cristo. Lembre-se do tempo em que andavas sem paz, não tendo esperança no mundo. Enquanto isso, silenciosa e pacientemente Alguém tocava em sua consciência – eram aqueles seus momentos de desassossêgo. Certo dia a insistência foi maior: ‘Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei e ele Comigo’ (Apoc. 3:20). Você abriu. (Bendito aquele dia!). E fêz-se luz dentro de você. Você viu quão negra era sua vida. Aquele Ser divino começou uma reforma ampla no templo do seu coração. Expulsou Satanás com suas vontades; varreu, lavou, arrumou, enfeitou e perfumou a habitação agora renovada para morada do Pai, do Filho e do Espírito Santo (I Cor. 3:16; 6:13-20; II Cor. 6:16; Efé. 2:22). Quando tudo estava pronto, o Espírito de Deus saiu, deixando o templo purificado de sua alma a mercê dos demônios? – Não, graças a Deus! Desde então Ele nunca mais lhe deixou. Habitou seu coração, fechou-o por dentro, selando-o assim para o Céu. Quando Satanás voltou e bateu à sua porta, veio uma voz interior: ‘Aqui não há lugar para você. Este coração está fechado para o mundo e selado para o dia da redenção!’” – Luz Sobre Fenômeno Pentecostal, Elemer Hasse, pág. 23 e 24.
Sim, irmão, esta atuação silenciosa, mas, positiva, sem nenhum gesto estranho ou barulhento em seu coração, que anseia uma completa satisfação, é a atuação do Espírito Santo. Ouça o apóstolo Paulo:
II Coríntios 1:22
“O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nosso coração.”
“Penhor” é uma expressão proveniente do grego arrabón. Arrabón é “um sinal usado nas transações comerciais para garantir o resto do pagamento de uma compra.”
Como fomos definitivamente “comprados no Calvário”, temos a plena, absoluta e total garantia de receber o Espírito Santo, para nos guiar, convencer, orientar, apelar, interceder, ajudar, etc. (João 14:16, 17 e 26; 16:8 e 13). Portanto, a promessa divina é que, o crente tem o Espírito Santo. Essa certeza deve povoar a mente e o coração do cristão (Efé. 4:30; 1:13). O Espírito Santo é promessa segura do Céu para nós. Faz parte de nossa herança eterna. Ele habita em cada pessoa regenerada (Rom. 8:9; I Cor. 3:16; João 14:17; Atos 5:32).

FUNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
João 16:8
“Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.”
É através da atuação do Espírito Santo que o homem reconhece seu pecado e o abandona, para tornar-se morada deste santo Ser (I Cor. 3:16).
O ladrão, via de regra, só assalta às escondidas; e, por que age assim? – Porque sabe que o que faz é errado. E, quem o leva a reconhecer isso? – O Espírito Santo! (Convence-o…).
Da mesma maneira, longe da civilização, sem contato com o homem branco, um índio, em sua taba, quando rouba uma flecha de seu companheiro, o faz também às escondidas.
E, por que o índio age assim? – É porque ele sente que não é certo este ato.
E quem leva o índio a sentir ou saber que o que faz é errado? – É o Espírito Santo que atua em todos os corações, e no dele também.
(Já não lhe aconteceu alguma vez ter a impressão de haver cometido alguma falta, vindo sua consciência a doer, produzindo-lhe profundo pesar e tristeza? Isso é a operação diária do Espírito Santo!).
A influência atuante do Espírito Santo se tornará maior ou menor no coração humano, dependendo da maneira como o homem agir. Se não recusar Seus apelos e atuação, progredirá e se tornará “cheio” do Espírito, e um vaso de bênção; recusando, poderá incorrer no pecado imperdoável (Mat. 12:31), e se perderá.
A atuação do Espírito na vida do crente é tão essencial quanto o é o querosene na lamparina e a gasolina no automóvel. A luz brilha e o carro anda pela atuação destes combustíveis. Ambos, no entanto, se tornarão inúteis quando os depósitos estiverem vazios.
Por isso, há suprema necessidade de se encher do Espírito, não só uma vez, mas, diariamente, constantemente, para testemunhar e brilhar para o Senhor Jesus. O crente sem o Espírito Santo nada realiza.
O Espírito Santo nos “convence” do pecado, isto é, faz-nos sentí-lo, e então, nossas naturezas (carnal e espiritual) entram em luta; quem prevalecer, reinará. Paulo, referindo-se a esta guerra (Rom. 7:20), dá-nos um vislumbre de que não pode haver vácuo no coração humano mais do que poderia haver na natureza ou no mundo físico. A natureza tende, a depressa preencher o vácuo, para evitar a proliferação dos grandes vendavais, tornados e furacões.
O vento é o ar em movimento, preenchendo todos os espaços. O vácuo leva a mudar o vento de direção. Tão depressa o vento volte a preencher o vácuo, o caos pode ser evitado.
Da mesma sorte, o coração humano deve estar constantemente sendo habitado, possuído pelo Espírito Santo. Sua influência santificadora deve ser uma constante em nosso viver, a fim de se evitar uma catástrofe espiritual.
O vento sopra (João 3:8), não o vemos, mas ouvimos sua “voz” e os resultados de sua atuação no espaço; da mesma forma, a atuação silenciosa do Espírito Santo no coração humano é traduzida pelos frutos na vida do cristão.
Assim, como a mangueira só dá manga, a bananeira, banana, o cristão cheio do Espírito Santo produz os frutos do Espírito (Gál. 5:22) normalmente.
Como essas árvores dão seus frutos porque foram criadas para isso, da mesma forma o cristão repleto do Espírito, produzirá gestos e atitudes que lhe São pertinentes.
É fácil saber se o Espírito Santo habita no coração da pessoa, ou se apenas a convence do pecado. Paulo dá a pista: São os frutos do Espírito (Gál. 5:22) e os frutos da carne (Gál. 5:19-21).
Portanto, uma maneira simples, correta e segura de saber se uma pessoa é batizada com o Espírito Santo, não é se ela fala língua estranha, e sim, os seus frutos (Mat. 7:16).
Ser batizado com o Espírito é viver no gozo dEste Ser. É ser semelhante aos discípulos da incipiente Igreja Cristã (Atos 2:44). É viver em perfeita união, despojado de todo sentimento de supremacia, egoísmo, cólera, ira, ódio, amando-se mutuamente e todos a Deus.
Ser batizado com o Espírito Santo é compadecer-se do pobre, socorrer os órfãos e viúvas nas suas necessidades, ajudar o irmão carente, auxiliar o necessitado. Esta sim, é a maior prova do cristão batizado com o Espírito Santo. Estes são, de fato, os frutos de uma vida santificada, lavada, banhada, batizada com o Espírito Santo, que vive, sobretudo, de conformidade com os mandamentos de Sua santa Lei.
Tal cristão está plenamente apto para ser agraciado pelo Senhor (quando Ele o desejar), de receber a “Chuva Serôdia”, isto é, a plenitude do Espírito Santo, para a conclusão da obra do evangelho no planeta Terra.
OBSERVAÇÃO:
Por que aprouve ao Senhor fazer da pombinha, o símbolo do Espírito Santo? Lucas 3:22. A pomba, como este Ser divino, é meiga, sublime, suave, macia, calma e tranquila. Por isso, o Espírito de Deus só atua assim:
No silêncio absoluto…………………………… Hab. 2:20
Sem confusão ………………………………….. I Cor. 14:33
Com decência e ordem …………………….. I Cor. 14:40
Com reverência ………………………………… Heb. 12:28
Sem gritaria ………………………………………….. Efé. 4:31

“VOZ MANSA E DELICADA” (I Reis 19:12)
Louvado sejas, Senhor, pelos séculos dos séculos. Aleluia!

MEDITE NISTO
Meu irmão, Deus não abre mão de santidade e nem negocia com princípios. É muito fácil para você e para mim compreender e aceitar que Jesus veio morrer na cruz e nos conceder vitória, salvação, paz e felicidade. Nada nos custa e nada temos a perder – só a ganhar, não é?
Mas, que lhe parece se lhe disser que o Espírito Santo veio para colocar você e eu na cruz? Isto é, o Espírito Santo veio para crucificar-nos. É fácil ou difícil crer e aceitar isso?
É bem melhor pedir o batismo do Espírito Santo sem que haja qualquer necessidade de reforma ou mudança de vida, não é? É melhor receber tudo de graça e sem esforço, não?
Isto é próprio da natureza humana. Gostar de só receber sem dar nada. É mais fácil comer o que é ruim para a saúde do que evitá-lo. Tomar uma coca-cola (que é veneno comprovado) que beber água pura, estando com sede. É mais fácil comer um carré de porco (outro veneno) que substituí-lo por carne vegetal (de soja).
Meu amado, o Espírito Santo precisa nos colocar na cruz, para que Jesus Se assente no trono do nosso coração. Na cruz terão que ser crucificados o egoísmo, ira, cólera, transgressão, intemperança, presunção e a indiferença ao estudo profundo e sistemático das Verdades bíblicas.

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